bem vindo

oi bem vindo ao meu blog nele expresso pensamentos,sentimentos,meus versos buscam apenas encontrar aquela emoção escondidinha lá no fundo do peito guardadinha sem saber o que fazer na maior parte do tempo.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

insoluvel amor

eu não sei porque não esqueci
talvez tenha cansado da busca alucinante para encontrar um guardachuva sorridente.
te perdi,
não da forma tradicional,pois tu não me pertencias
no entanto a ausência de abandono não pode permitir a dolorosa separação de dois corações unidos perdidamente por um sentimento arrebatador
que constrói um vulcão em meus olhos
e liberta o canário escondido em minha respiração.
na saída desse problema matemático sem solução química ou teorema amigável.
afinal parece claro que o dia esquarteja as dúvidas dessa perdição
que envolve esse sentimento asfixiante,renovador, impossível de ser contido
na palma das mãos atadas por um caloroso beijo de despedida.
não é possível ir embora sem carregar no peito uma dolorosa angústia,
cheia de uma felicidade desejosa  de que fosse apenas uma inverdade
,injuria do destino,
passatempo de nuvens perversas.
eu errei.
quem sabe esteja confusa
em relação ao vento que envolve essas tremidas frases,contudo nunca tive tanta intensidade esbanjada em meus versos,
e tu meu insolúvel amor,
tornastes as probabilidades imaginadas em versos que anseio com uma furiosa sagacidade demonstrar
que já não sou a mesma,
ainda não me apresentei verdadeiramente ao mundo,
sou uma flor de lótus nascida da saudade,
crescida na esperança
e sobrevivendo da coragem de seguir em frente.
vamos parar com essa baboseira!
contra tudo e todos me olha uma vez mais,mesmo que seja a última.
porque de nada me arrependo e certamente faria tudo de novo.
essa besta prepotência de querer te arrancar da minha vida.
ainda não estou pronta pra admitir que foi um engano.
dia a pós dia me recuso a pensar na queda da folha que um dia esteve pousada sob minha cabeça.
existe uma chama crepitando em meu coração é cada vez mais difícil acreditar na chuva
que tudo arrasta e corrompe.
sinto tua falta com uma amarga coloração de doentia,sufocante.
martírio infame que me derruba,e tu não está aqui pra devolver o meu chão.
o tempo é conselheiro homeopático dessa inconsolável apaixonada.
soluços não solucionam a saudade insana.partir,agora,não me é uma opção.
ficar é impertinente demais,
afinal o arco-íris desbotado em meu sorriso
precisa recuperar o pote de ouro perdido
numa noite indescritível.




quinta-feira, 16 de agosto de 2012

faíscas não salvam a lavoura

a expectativa ás vezes perversa abomina a solidão,corrói a inocência,idiotiza a esperança.
tão só a estrada persegue o brilho da escuridão,encontra apenas o abismo o olhar e a parede.
ainda estou apaixonada.
não é o caso de revelar qula estátua perturba meu silêncio,é apenas um gripe,talvez um coração resfriado.
gelado,quem sabe,pelo vulcão escondido em teu peito.
já estou ficando louca.
a brisa charmosa de uma lembrança borrada pode implorar por misericóridia,nada importa.
o tempo acabou.
a saudade absurda não esconde suas risadas hipócritas;E agora?
é tarde demais.
para roubar um pouco de fôlego,a inundação chegou.
já não tem razão de ser.
impossível ocultar o vazio entre as ondas do mar em teu sorriso.
estou convencida de que as cores do sol estão bordadas em algum lugar,espero não muito distante.
agora fiquei em dúvida.
a confusão,certamente não é amigável companheira,me persuadiu a ficar,onde estou?
tudo se transformou.
por favor não me force a retornar ao conformismo incossolável,tudo menos esse pesadelo.
um passo mais e nada será igual.
quem diria que cheríamos nesse impasse,nessa inusitada encruzilhada,que perdição.
tantos desenganos.
ouvimos respostas como uma abelha dorme mas será que fomos sinceros.
os fatos foram abraçados.
a liberdade não traiu seus princípios,fui eu quem feriu as estrelas desconfiadas.
confirmei uma triste constatação.
o que mudar quando o vestido vira uma pueira abatida?
um desabafo se faz necessário,sim,estou pensando em ti,nesse mesmo,aterrador,segundo derradeiro.
faíscas não salvam a lavoura.
afirmar que tudo está resolvido não seria acertado,apenas desejável.
ardentemente sei que fácil não é.
o que desarticuladamente almejo expressar de forma cambaleante é meu anseio de despejar no mundo minhas inseguranças.
flores brotarem  pode ser complicado.
a culinária da vida não possui uma receita escrita por nenhuma mão,apenas pela a respiração
de um coração- dolorosamente- apaixonado.



quinta-feira, 2 de agosto de 2012

ruas corrompidas

tenho a sensação de que reencontrar a perdição
talvez seja o amadurecimento de uma corda pendurada.
olho ao redor e nada vejo e ainda sim sigo olhando,
quem sabe na esperança de algo encontrar.
a simplicidade escorre por meus olhos
futuro sob a cidade que fala abertamente sobre a violência
as ruas corrompidas lamentam os pequenos brotinhos mortos,
adormecidos sem assistir ao menos um pôr-do-sol
jogadas fora como latas de extrato de tomate.
um riso perturbador de um bolso cheio,na televisão mentiras vomitadas por um par de olhos cegos e ouvidos roucos.
som oco que busca musicalizar a dor e lucrar com a venda de desilusões.
o apagador percebe-se invisível,inodoro,incapaz.
lá fora os carros batem na porta no entanto a janela nada revela de seu passado obscuro.
as correntes podem apertar quem se meche mas sufocam aqueles que contemplam o horizonte aguardando o sol tornar-se uma pedra de gelo com gosto de hortelã.

sábado, 7 de julho de 2012

é um choque,a morte,a felicidade

é extrovertido,diferente,ousado;
e ainda sim belo.
é perverço,rouco e abusado;
e ainda sim belo.
é irreverente,malvado,tortuoso;
e ainda sim belo.
é um engano,uma angústia,um pesar;
e ainda sim belo.
é doente,são,silencioso;
e ainda sim belo.
é inccrível,estupendo,uma perdição;
e ainda sim belo.
é um choque,a morte,a felicidade
e ainda sim belo.
é desolador,terrível,mentiroso;
e ainda sim belo.
é um livro empoeirado,uma corda bamba,uma guilhotina;
e ainda sim belo.
é verdadeiramente simple,casual e espontâneo;
e ainda sim belo.
é triste,odioso às vezes,imperdoável;
e ainda sim belo.
é inesquecível,precisa ter um fim,é sufocante;
e ainda sim belo.
é sublime,persuasivo,inconveniente;
e ainda sim belo;
é amor,amizade,separação;
e ainda sim belo;
é odioso,uma loucura,inseparável;
e ainda sim belo.
é paixão,é dor,é prazer;
e ainda sim belo.
é qualquer coisa e não e nada;
e ainda sim belo.
































































sexta-feira, 15 de junho de 2012

a diversão colorida canta em silêncio

drapeei pétalas de musgo no cabelo escondido dos curiosos.
arbustos grampeados pelo vento numa brincadeira de criança.
será que eu sei que você é tudo o que me faltava?
estrelas mordidas pela desilusão de um dia de inverno.
sinto degraus de esperança caírem sob minha cabeça.
a procura por um esconderijo em teus olhos parece apetitosa.
trafego no cianureto do teu sangue,refrescante.
lá fora pegadas flutuantes contam piadas sem graça.
diversão colorida num mundo em silêncio.
será que já é hora de acordar o pão?
sorriso decomposto com uma felicidade radiante.
tecido putrefato da corja violenta da saudade.
a ausência é um grito cego que corta minha garganta.
fuga escorregadia que percorre a dúvida sobre uma ponte quebrada.
de nada adianta um novo coração feito de nuvem adocicada
se o sol acabar tuberculoso numa manhã de junho.
volto quando puder,irei assim que já não estiver aqui.
adoro as estranhas aranhas que apaixonam turistas enquanto consomem seus sonhos.



quarta-feira, 6 de junho de 2012

tu sabes qual é a senha?
aquela sorrateira,ardilosa e picante.
ah sim!como poderia esquecer!
bom então lembras que foi ela que me levou à perdição,
e depois dela não sou mais o mesmo.
recordas como era espirituoso,calmo,intranquilo.
hoje sou sou folha verde,perdida no algodão doce de alguma criança marota.
é verdade!nota-se a diferença como uma maçã dourada na boca de um javali!
então sem mais delongas diga-me qual é a senha?assim posso ir em paz.
aham,humm,bom,hã?
espera um pouco que to quase encontrando,ta escondida no cantinho da palma da mão.
pode parar de enrolar e me entregar ela por gentileza??
sabe eu quero te dizer mas acho que minha cordas vocais desaprenderam como pronunciá-la.
minhas lágrimas podem revelá-la ou quem sabe meu anguloso sorriso.
tu realmente deseja possuí-la?
a senha para encontrar as gotas de felicidade luminosa no orvalho da noite
é escapulir pelo rio dos olhos de um pássaro feito de neve
que costuma repousar nos lábios do sublime encanto de ser surpreendido.


segunda-feira, 4 de junho de 2012

brigas confeitadas

estou acordada mas sigo adormecida em meus pensamentos.
fico pensando na hipocrisia do vento em chegar bem naquele momento
e interromper de tal forma minha respiração
nada será como antes,já não o é.
fingir que o sol continua dourado é bobagem,coisa de criança.
agarrar pelas pernas as folhas que figem das responsabilidades pode ser inútil num sábado de outono
escuto a música mas não a sinto,na verdade não sinto quase nada a não ser nada em absoluto.
nada vestida pro jantar,nada molhada de alegria,mas eu nada;
não que eu não queira ou não possa ou não entenda,bem talvez alguma delas ou todas ao mesmo tempo.
o caso é que hoje acordei meio vontade de voltar  a dormir,a cama me dava um tédio envolvente que apenas sentia que ali não era lugar mas mesmo assim queria estar ali,em outro lugar,em todos os lugares.
na ponte,no deserto,no mar,no vulcão e por que não na palma da tua mão?
não sei se tu compreendes o que quero dizer,talvez apenas esteja afim de gritar bem alto e ver o que acontece.
isso é coisa de criança minha mãe diz,as nuvens falam em coisas embaladas com açúcar.
qual é a importância de se ter algodão doce na voz quando encontramos aquele amigo de longa data.
seria saudade do verde brilhante da inspiração nos meus pés?
talvez seja o sono me abocanhando pelos suspiros que adormeceram.
quem sabe é melhor compor um sorvete poético sabor engano,com amor derretido,brigas confeitadas por cima e servido numa casquinha de possibilidades.