bem vindo

oi bem vindo ao meu blog nele expresso pensamentos,sentimentos,meus versos buscam apenas encontrar aquela emoção escondidinha lá no fundo do peito guardadinha sem saber o que fazer na maior parte do tempo.

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terça-feira, 22 de setembro de 2015

banco de dados e sorrisos

Gosto tanto já nem ouso dizer quanto
Afinal onde estão as enamoristicas?
Como quantificar a felicidade de um beijo?
Como montar um gráfico com os melhores abraços?
Como criar um banco de dados com sorrisos?
Deixo os números aos matemáticos
Para poetizas o numero que importa
É que dia verei novamente
Aquele olhar que cicatrizou esse papel
Com versos tão numerosos


                          

terça-feira, 5 de maio de 2015

todas as pétalas do amanhecer

eu olho pro infinito e a unica coisa que vejo
são projeções da imaterialidade de anoitecer
como se fosse nada a flor em teus cabelos
é quase doloroso admitir esses subterfúgios
não pense por -favor- seja
admitir é hipocrisia redundante
teu sorriso ilumina o asfalto dos minha imaginação
feito aurora que beija
suavemente
todas as pétalas do amanhecer
fique um pouco mais
parece que estamos indo sem jamais partir
a noite fica e nós vamos
para onde?
não importa

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

realizar nada além de tudo.

despedaçados os pés caminham entreolhares
entredentes ,entre-sem-saída
despedidas inadequadas
tortuosamente encorajados
param adentrar nos insuspeitos desejos
escondidos numa boca qualquer
entre os dedos,entre se for capaz
porque não é pra qualquer pé rapado
tem que ser mais do que pé
ser pés,misteriosamente adornados com o riso de domingo.
aquele que apenas alguns se comprometem
em não realizar nada além de tudo.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

o poema é bicho surdo

o poema é bicho surdo não ouve ao primeiro chamado
permanece quieto,sorrateiro,finge que nem é com ele o papo
amarga os pensamentos com suas ferraduras pesadas
e entre os intervalos dessas patadas arranco-o
desse marasmo descomunal
para amarrá-lo aos meus dedos,moldá-lo feito argila
salpicar um pouco de sarcasmo
e abotoá-lo no papel feito sorvete que cai no chão
dessa disputa restam poucos sobreviventes
um punhado de versos,escalonados nos pensamentos
de uma escadaria que tem todos os rumos para lugar nenhum
com um robusto sorriso repleto de amores
e alguns pesares para desarmonizar
essa serena, incongruente, vontade de nada dizer apenas cantar.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Fatos indizíveis

saber denunciar  a verdade ainda que seja mentira é lucidamente incapacitante
é como perpetuar uma montanha-russa dentro d'água e cuspindo maças para todos os lados
borbulhando minha cabeça infere erroneamente todas as minhas sujeiras
e de nada adianta pô-las debaixo de meus pensamentos
elas lá permanecem com seus olhos revoltantes a observar
o mais ínfimo passo,som ou desespero
deslocado na rua como meu ombro,atirado à própria sorte
arrependido por dizer mentiras verdadeiras sobre







domingo, 19 de outubro de 2014

Titubeação

fazer o susto saltar por entre os dedos
é como abocanhar uma maria-mole novinha em folha
recém bordada,com gosto de nuvem
feita de esperanças batidas com paciência
ao caminhar na solidão de uma avenida
sinto toda  a imensidão da ausência desfalecedora
o medo não foge ao combate
embora a coragem desfrute de sua titubeação
errante ao mordiscar as pétalas soltas num pôr-do-sol

Dedilhar as pétalas dos meus dedos sob teu corpo

quero deleitar sob as especulações dos teus cabelos
enrodilhar meus lábios em teus pensamentos
dedilhar as pétalas dos meus dedos sob teu corpo
saborear,gota a gota,cada perfume do teu sorriso
despertar no teu sono nas manhãs de chuva
entrosar meus lábios nos teus
dedicar singelos versos em formas de beijos numa folha de papel


sábado, 18 de outubro de 2014

Estrofe barulhenta

aí tudo se transformou numa imensa esponja
repleta de um abismo sem nada
a falar sobre a verdade incômoda
indizível,apagável,inestimável.,
tudo mastigado,mordiscado,mascarado.
dificilmente acabará a chuva sob meus pés
ainda sim misteriosamente ouço
palavras guilhotinadas,escorraçadas,dizimadas
sobreviventes,lutam para respirar nessa árdua realidade
tarefa ingrata revelar o obscuro e singelo sorriso do silêncio
aquele momento em que a arte de esculpir sílabas
torna-se insuportável,angustiante,aterrador
dizer o inexprimível com perfume de rosas
é como beber um copo de água e caminhar sob uma corda ao mesmo tempo
concentração inapropriada,terapeuticamente impossível
falar quando os versos almejam encobrir o som
de suas imutáveis bocas taciturnas
espreitando toda e qualquer estrofe barulhenta


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

seria possível admitir o intangível pensamento de uma flor?

o que permite abdicar de algo que não é nosso?
como posso roubar algo que não pode ser de ninguém?
seria possível admitir o intangível pensamento de uma flor?
o que faria se não estivesse nada com tudo?
quem sabe o talvez seja a única opção?
seria diferente se acaso todos fôssemos um?
se os caminhos levassem a lugar algum?
perderia eu a possibilidade de ser feliz
pela possibilidade de uma profunda tristeza?
algumas conversas ultrapassam a linha tênue
entre o que os ouvidos sentem e o coração ouve?
quem sabe eu não saiba nada sobre isso
mas também não recorde daquilo?
o que a insanidade tem de tão ruim afinal?
se minto para mim estarei acreditando nas pessoas que creem nessas bobagens
ou fingindo estar ou jamais estarei?
talvez as borboletas tenham decidido morar em meu estômago?
pode ser que eu more nas asas dessas flores voadoras?
estou aqui mesmo quando estou lá?
seria eu capaz de mensurar o inquantificável?
onde está o instante que cega minha ironia?
seria um dia noturno esse que guarda a chave desse infindável poema?
ou a poesia poderia ser a ausência regrada
de organizações não estipuladas num aperto de mão?


quarta-feira, 25 de junho de 2014

Esperanças e lantejoulas

As pedrinhas conversam
Precipuamente
Sobre o tempo sem vento
O pesar que está contente
O encanto que espantado está
Tudo parece fora do lugar das prateleiras do mundo
E tão perfeitamente encaixado
Em mim
Nessas bagunça eu me acho
Grande coisa
Alguma em meio ao caos
Não posso evitar
E tão pouco tento
Escapar
Desse turbilhão
Que coloriu o azul do céu
Com o fogo da esperança
E colou lantejoulas
No sorriso mudo
Dos tímidos versos

domingo, 15 de junho de 2014

Verso desarticulado

As palavras não surtem mais efeitos
Nesse derradeiro apedrejamento
Que desintegra
Cada verso
Desarticulado
Em meus bolsos vazios
De que valem os horizontes do teu olhar
Se não sou capaz de retratá-los
Teus lábios foram capazes
De transformar
O inaudível em canção encantadora
Cada toque
Em pequenas borboletas perfumadas
E esse poema em uma salada de frutas mutante

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Acariciar a morte

Tudo é uma questão de perder a calma
Deslizar num precipício
Percorrer estradas em chamas
Estraçalhar escudos de papel
Enfurecer os peixes
Esmorecer o horizonte perdido
Acariciar a morte
Desprezar a infelicidade
Enlouquecer a paisagem
Depurar a inconstância
Destituir esse verso
E jogar toda a mutilação no olho do lixo
Tudo é uma questão de acalmar a perda