bem vindo

oi bem vindo ao meu blog nele expresso pensamentos,sentimentos,meus versos buscam apenas encontrar aquela emoção escondidinha lá no fundo do peito guardadinha sem saber o que fazer na maior parte do tempo.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Descamisado amor

desordenado,desorientado,desnorteado 
é meu pensamento longe de ti
desaforado é meu humor 
impaciente, inconsequente,inquieto
Desarrumado,desembrulhado,descabeçado 
é o ar de minha respiração perto de ti
Desinfetado,desarmado,desconfiado 
é o meu passo todas as manhãs
Desolador,desatinado,destilado 
é meu aroma quando te aguardo
Destruído,destituído,destroçado 
em pedaços pelo ciúme aterrador
Desiludido,desalmado,desgraçado 
pelo encontro perdido que jamais virá
Descansado,descasado,descamado 
é o vento com a frescura da tua voz
Desistido,desastrado,desinibido 
não é certamente uma qualidade dos doces da padaria
Desconfortável,descontrolado,destronado 
ao ver toda a injustiça que nos separa
Descadeirado,descamisado,descafeinado 
é o ardor de tua pele ao se aproximar da minha
Descontrolável,destacável,demonstrável 
é e nuvem que percorre tuas dúvidas
Desarticulado,destemido,desestruturado  
é o teu empenho em fingir que o sol não carboniza teu coração 
ao enlaçar meu olhar num caloroso 
desmedido,desejado,despercebido amor.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Marota provocação

Sabe aquela fogueira enlouquecida que incendeia meus olhos
toda vez que te encontro.
A paixão é como uma faísca, meu corpo o porvir
e tua boca a chama que queima minha serenidade.
Tuas mãos eletrizantes me arrepiam por inteiro.
Até mesmo teu sorriso é uma marota provocação.
Inclusive é saborosamente sedutora.
Tua voz, quente como sol, aconchega meu coração.
A felicidade parece um gatinho se enroscando em meu sorriso.
Onde esta o ar que fugiu dos meus pulmões?
Não quero analisar essa loucura delirante, não estamos em um divã.
É bem mais divertido colher os suspiros que brotam aos milhões,
 num piscar de olhos, sempre que penso em ti.
Sabe quando até o calor ri de forma desajeitada quando te encontro
e é por isso que eu esquartejo a indecisão
e abraço tenazmente a insanidade alegre
de estar disponível nas queridas nuvens
que me acolhem se não estás aqui.
Depois de tudo ainda arrumo tempo para banhar estes inquebráveis versos
com o desejo errante de saber; como fui parar aqui?
 


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O arco-íris do teu olhar



Uma corrente de pétalas de rosas saboreia minha calma
e envolvem meu corpo num sutil abraço,
toda vez que te vejo.
uma borboleta sorridente pousa suavemente sobre minha face,
 toda vez que te encontro.
minha pele transforma-se em um cabo de alta-tensão,
 toda vez que te toco.
a porta do silencio se abre e o eco das batidas do meu coração
 e o único som ambiente,
toda vez que te aquece.
uma coruja sonhadora leva para as nuvens minhas expectativas,
toda vez que escuto tua voz.
a insegurança amarga sopa fria sobre a mesa,
toda vez que estas longe.
o encantamento mágico de descobrir o arco-íris nos olhos,
toda vez que me observas.
meu sangue torna-se apenas acordes tocados por doces palavras,
toda vez que tu cantas.
a certeza e um livro empoeirado, esquecido na estante,
toda vez que não sabes como agir.
a satisfação prazerosa de adormecer respirando teu sorriso sob minhas mãos,
toda vez que sigo te adorando em cada sorriso do sol, cada beijo da lua, cada suspiro da terra, 
cada amor do universo.
 

 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

haverá um amor tão meu?


tão sem mim?
tão sem noção?
sem alma,sem corpo
verdadeiramente mentiroso?
haverá tempo para a lamentação?
e se o tudo foi em vão?
mas teu olhar arranca o silêncio de minha paz
haverá outras formas de vidas?
e mortes?
ainda há perdão?
será possível tanta angustia dar tanto prazer?
tão sem volta?
palavras cercadas?
olhares soltos?
tão frio?
tão ardentemente?
tão trancafiado na liberdade que cabe em mim?
tão sem ti?
tão sem nada?
tão amorosamente indiscutível?
haverá desconfiança
tão sublime?
tão charmosa?
esse encontro desarticulado
tende ao infinito que escorre por nossos corpos
num ritmo cambaleante e intrépido
tão sem perceber?
tão sem nós?
e ainda nosso,apenas


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Mar de desejo


Coração batendo igual ao beija-flor.
Respiração simplesmente foge para outra dimensão.
Sorrir é simples, espontâneo com bocejar.
Olhos cuspindo fogos delirantes.
O encontro desses corpos perdidos é irresistível.
Tentadora - gulosa - provocação entre lábios.
Atrativa pele que arde pelo toque tão esperado.
A fusão de duas correntes sanguíneas durante um crepitante almoço.
Línguas revoltas num mar de desejo.
Caricias rápidas e delicadas gerando uma sinfonia perfeita.
Êxtase quebrada pelo silencio da satisfação
prazer incontável de observar o sol nascer, de um longo, enigmático, beijo
beijo insaciável, transtornado e maroto.
Olhos para o teto onde ha um arco-íris de encanto.
A cama ri através dos lençóis e comenta ao travesseiro que em nada acredita.
Tal relato, se contado em minúcias
 poderá ser considerado mera invenção de uma mente desocupada.
Porém as estrelas foram tatuadas nesses corpos no instante em que se uniram para viajar pelo universo, despido de pudor, arrogância, ou duvidas.

Vestidos com o manto da loucura incansável, sublime, estratofísica, cúbica e feliz.

domingo, 6 de outubro de 2013

Uma insanidade louca

Adoraria dizer que meu coração é como um picolé de chocolate,
mas acho que está mais para um grão de areia num poema.
É verdade que nem tudo é lindo como o jeito meigo que tu me olhas.
De fato certas flores podem brotar no meu sorriso
e mesmo assim o sol canta ao meu ouvido canções italianas
aquelas alegres que lembram um domingo
sossegado, encorpado e preguiçoso.
A lava do vulcão secou meu coração embora
ele ainda invista em urinar como um lobo.
Não sei de onde vem esse aperto no coração.
Talvez sejam bolachas mofadas ou apenas o vento.
Quem sabe um novo amor relutante,
 não consigo admitir que o fim acabe logo no início.
e mesmo contra a minha vontade pretendo ler os teus olhos nos meus.
E não sou capaz de dizer em verso o que foi escrito com a felicidade das estrelas.
Ainda sim amo sem querer, sem entender seus rodeios ou vírgulas amo sem perder com a espontaneidade simples das formigas e o deslumbramento de um elefante, amo,pronto falei,é uma insanidade, mas que seja uma ótima loucura

sábado, 5 de outubro de 2013

Versos esquartejados

Que faria almejar ao menos tentar alcançar, arranhar, levemente,
 a parede lírica que separa a prosa da poesia.
Esquartejar os versos e mastigá-los no café-da-manhã!
Sorrir para os medrosos valentes acordados
sonetos roncos que perdem seus cabelos com o vento.
Amar a luxuriosa roupa da inspiração!
Gostaria eu de comprar a sorte leprosa
de um tsunami online de contos de horror!
Transtornar muito boa a sensação do arco-íris adormecido!
A invenção dá trotes obscuros para roubar a inquietude!
Zombaria das estrelas que mostram suas línguas suadas!
Macarronada assassina que comeu meu pé!
Nem gritos posso para convidar a menina que não vem!
Quem sabe o amor seja apenas uma esponja licorosa que bebe a felicidade que goteja, ardentemente dos lábios enlouquecidos?
Ou apenas o som das nuvens ao dançar no tímido olhar da flor que desabrocha.