bem vindo

oi bem vindo ao meu blog nele expresso pensamentos,sentimentos,meus versos buscam apenas encontrar aquela emoção escondidinha lá no fundo do peito guardadinha sem saber o que fazer na maior parte do tempo.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

pernas arrancadas!

Não tenho mais coração.
Meus olhos foram roubados
Minhas foram
Junto a minhas mãos, mutiladas.
Não penso, ouço,
Vejo, nem sinto.
É de titânio o ar que respiro.
Meus pulmões são de plástico.
Minha alma se afoga em lágrimas
Já não irá mais chorar
Visto que não possuo mais espelhos em minha face.
Minha pele foi retirada, para fazer um tapete.
Colocado na entrada de uma festa de comemoração.
Alguns de confraternizar suas conquistas.
Brindam a beleza do artefato.
Enquanto outros comentam sob a morte
Daquela que sempre esteve morta.
Me perguntam se acaso vivi pouco.
E respondo:
Nem cheguei a existir.
Jamais alcancei a melodia dourada de um dia feliz.

sábado, 21 de maio de 2011

sabor do teu olhar

ao obervar o sol bocejando na janela
de fora da rua,
lembro do teu jeito imprevisível como uma raio
que em certo momentos tento guardar em em meus braços
mal consigo abrir as pálpebras estão pesadas como as núvens do céu
o medo polvilhado sob minha pele
arde ao te ver,
minhas mão geladas buscam acalmar a desnorteada euforia
tua voz ao pé do ouvido pertuba
minha ingênua confusão,não sei o que sei
tudo parece novo,misturado de uma forma antiga
adoro sentir o sabor de teu olhar degustando-me por inteiro,
um bocadinho de cada vez
o receio de pertencer enfrenta o encantamento de se perder nas mãos do outro
hoje encontrei todos meus pensamentos anteriormente perdidos,a gaurda cama
nem sempres é fácil costurar as ondas deo mar,
no entanto às vezes é preciso
pois caso contrário perderíamos a chance de adormecer ao som da bela melodia
de um sorriso que nos envolve
e beija cuidadosomente
cada suspiro de carinho
desconheço o caminho das árvores caídas
apenas desejo seguir aquelas pequenas pegadas
deixadas pela explosão de um vulcão preso em teus braços,
assim posso enfim tocar o arco-íris com os olhos,
sentir o perfume do frenesi,
e mergulhar no brilho incandescente do luar
no meio dea tarde de domingo.

domingo, 15 de maio de 2011

Nuvens perfumadas

As rosas tentam conversar
Ignoro.

Palavras acotovelam-se
Entre lembranças,
Suspiros,
Saudades.
Adormeço.

Meu coração banha a folha com suas lágrimas.
Ela enxuga-as com ternura.
Agora é, pois, cobertor do guerreiro
Com frio após a chuva.

Acorrentei as palavras,
Os pássaros,
Tudo um dia foi verdadeiro.
Não aceito os conselhos dados por anjos.

Minhas mãos mergulham
Num abismo desconhecido
De nuvens perfumadas.

As asas estão feridas
a pena está cansada de lutar com meus olhos.
Por que alguns livros jamais têm fim?
Será que os sinos de teu sorriso ficaram mudos?
Ou a mordaça conseguiu calar a esperança?

Não sei o que deve ser feito,
Pensado,
Apenas sinto.
Como guardar esse lindo amor num baú e afogar minha alma?
Penso?
Não.
Sinto?
sim.
Faço?
Talvez.

Quem sabe o melhor seja jogar fora o sonho.
Aguardo a morte da estrela caída que agoniza.
O sol nas mãos
Um iceberg no peito.

Amar a flor que goteja veneno em seu sorriso?
Talvez recordar a floresta da vida
Ela continua lá apesar da tempestade.

Pensar é inútil,
Sentir dói,
Respirar é insuportável.

Nem todas as sementes caem ao mesmo tempo.
Cada uma com seu vestido esvoaçante
Encanta com seus intrigantes cortes de cabelo.

Estaria procurando
Uma parede invisível de aço
Para me esconder do amanhã?
Será que encontrei?

Fecho o livro, dou meia volta.
Adormeço.
Amanhã pensarei nisso.
Numa louca despedida
Parte num rumo sem direção
Para ganhar a perda
De lembrar o que esqueci.

sábado, 14 de maio de 2011

Socorrer palavras perdidas

Palavras escorrem por minha face.
Viajam por meu corpo cansado.
E chegam ao fundo do poço, palavras destroçadas.
Palavras perdidas de uma boca errante
Venha encontrá-las em meio à bagunça
Que meus pensamentos se encontram hoje.
Tente penetrar no abismo que há entre nós.
Entre tuas frases simplórias.
E meus cegos versos.
Tente socorrer palavras perdidas.
Pescá-las num mar rouco.
Te quero!caiu no chão.
Te amo!Se despedaça em minhas mãos.
Entre tantas lindas sílabas apenas sobram:
Tris-te-za
Per-da
Me-do
A-ca-bou

segunda-feira, 9 de maio de 2011

OUSO DIZER?

Poderia dizer que amamos
Mas realmente sabemos dizer
O que torna o belo cisne em nossas mãos um botão de rosa?
Sabemos como a encantadora flor desabrocha em carícias insaciáveis?
Podemos contar quando nosso coração
Transformou-se em uma estrela cadente?
Será possível afirmar que aprendemos a cuidar
Do inesquecível jardim brotou em teu envolvente olhar?
Realmente somos capazes de contar quantos suspiros
Passeiam pela praça de teus braços?
Tua pele arde com apenas uma palavra
Não importa, na verdade, qual é o vocábulo
e sim quais são os lábios saborosos que a pronunciam.
Teu corpo sabe dizer se acaso é verdade tudo isso?
Sabe afirmar que é mentira?
Teu corpo guloso de lembranças ternas
Que jamais aconteceram
E sempre se repetem e tornam a não ocorrer.
É difícil esquecer certas marcas
Profundamente esculpida em nossos corpos.
Ousamos dizer quando ou porque foram feitas?
Ouso afirmar que teu perfume queima em minhas veias
E já não posso dele ver-me separada.
Dizer como foi parar lá?Não sei ao certo?
Não busco escrever com tinta
O que com beijos foi tão belamente pintado em nosso sorriso.
Desejo apenas cavalgar no arco-íris de tuas calorosas mãos
Que percorrem estradas nunca antes conhecidas
E que já não podem viver
Longe da carruagem escondida em teu peito.
Pois sem ti as nuvens iriam se tornar rocha,
O mar uma amarga lembrança e a poesia,
Ah pobre poesia,
Seria somente um buraco num livro deixado pelas famintas traças.
Sem relevância alguma.
Aguardando o teu retorno
Esculpir o carinho
Ofuscar o sorriso manhoso da solidão.
Carbonizar a felicidade

sábado, 7 de maio de 2011

Pequenos segredos

Dentro dos carros os pensamentos repousam em ilusões.
Fora voam livremente como se fossem borboletas.
Alguns dias são como correntes amargas
Mas hoje as estrelas despertaram o teu sorriso.
Nem que seja por instantes, esquecemos as dificuldades.
Queria dizer que nem sempre a caminhada tem poucos espinhos, mas com a tua ajuda
Se transformaram em pétalas.
Não sei expor em palavras o que sinto
Apesar disso uso esses versos como um rascunho do meu coração
Para revelar o que talvez a luz do sol não demonstre.
Por isso peço a minha pálida amiga poesia
Que te entregues esses pequenos segredos do dia-a-dia.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Bateu saudade

A saudade bateu, encurralou
Reprimiu, sufocou,congelou
Repartiu-me em insignificantes sobras.
Perdidas ao vento morno da manhã.
Abatidas pelo tempo de espera.
Ensanguentadas, por soluços roucos.
Apesar do estado que encontro.
Levanto mesmo sem forças.
Rastejo, lentamente para um lugar
Nem imagino onde é.
Mas preciso sair daqui!Desesperadamente!
É insuportável, já não suporto mais.
Viver de lembranças tornou-se um amargo martírio.
Preciso te ver
Estar contigo.
Onde estás?Não te sinto.
Suplico a alguma boa alma
Caso encontre meu coração.
Favor entregá-lo na rua de ladrilhos azuis, sem número.
Quem sabe assim possa voltar a ser um eterno apaixonado,
Sonhando com um amor pleno.
Abraçar o amanhecer
Enlouquecer na tua encantadora companhia
Até as estrelas cansarem de brilhar.