bem vindo

oi bem vindo ao meu blog nele expresso pensamentos,sentimentos,meus versos buscam apenas encontrar aquela emoção escondidinha lá no fundo do peito guardadinha sem saber o que fazer na maior parte do tempo.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Os lírios incongruentes

as folhas dedilham-suavemente-meus inapropriados pensamentos
mas afinal qual são os lírios incongruentes
que não deveriam correr por este cérebro travesso?
seria eu capaz de borbulhar verdades enfadonhas apenas por protocolo?
despretensiosamente quero mergulhar
em todas as vertentes que se afogam por estar nessas linhas
quem sou eu para arrematar tantas primorosas ideias?
sem barreiras elas jogam-se umas contra as outras,algumas até concordam entre si
dispostas em fileiras geometricamentes irregulares
com sorrisos no bolso,um punhado pormenores no olhar
e uma vontade louca de sair nesse belo dia,com chuvas silábicas
salpicadas por todos os poros
escorrendo,imperturbáveis,pelo tela do computador

domingo, 5 de abril de 2015

Como viver anfibologicamente entre dois amores?

nunca eu disse sempre como mantra desde o início desse finalístico momento intermediário
escolher -muitas- vezes não é o mais árduo
no entanto admitir ao mundo que jamais será como antes é pavoroso
explicações ineficazes perduram apenas por um olhar
mas essa conexão é perene em meus pensamentos
o que fazer se o amigo tornou-se paixão
e agora a dubialidade se apossou desse amor
e aquele encantamento permanece tão forte quanto antes
como prosseguir ao encontro de um sorriso que não o teu?
mas a forma com os olhos dele se apoderam de mim
traz uma chuva de confusos sentimentos
é amor demais pra pouco coração
escolher entre o pôr-do-sol e um céu estrelado
NÃO POSSO
entenda esse meu irresoluto coração
titubeia entre o amor que foi prosperando aos bocadinhos
sem avisar,mansamente encampou meus pensamentos
ou o amor devastador que em dias cooptou meus suspiros
e num abalo sísmico mudou tudo extremadamente
como viver anfibologicamente entre dois amores?
como não fazê-lo?
seguir ou permanecer?
um olhar ou um sorriso o que me faz mais feliz?
é um mar que perdura em meu mero açude instalado em meu coração
como comportar tanta denguice numa só vida?
eu amo não nego escolho quando puder

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A criança e os pombos

o que vejo no chão?são migalhas de pão?
é uma criança disputando com os pombos seu café-da-manhã?
é a degradação de uma sociedade?
é normal?
não há o que fazer?
sempre foi assim?
isso tem que continuar?
é só olhar pro lado?
basta calar a boca?
viver sem estar vivo?
qual é o preço da dignidade?
ontem mesmo comprei a liberdade porque não adquirir a dos outros?
o silencio chora alguém ouve?nada houve?
quem deixou essa criança roubar o lanche das pombas?
necorsaram os olhos?
poderia ser qualquer um?
conseguirias um copo d'água para engolir a realidade?
quem sabe voltamos a dormir?
o impossível pode ser expectável?
e se pararmos de jogar migalhas tudo se resolve?
o futuro é misantrópico?
alguém pode apagar  a luz?
fui?





Amor desembainhado

sigo tricotanto lembranças para te esquecer
visto que a tua ausência é demasiada perspicaz
bordo um sol em meu sorriso apenas para aprazer-me
costuro esperanças em meu olhar
na busca inútil de afastar-me
recorto em mil pedaços meu coração
na improfícua tentativa de que se perca
algumas das partes que te pertencem
colo versos para desfitar-me de ti
remendo pensamentos abarrotados de esquecimentos
evocados impreterivelmente a todo instante
descoser já não possível
pois esse amor foi desembainhado


Sortilégios

olho a janela com seus olhos petrificados
mirando-me de volta
petulante jogo um sorriso abrasivo em seus braços
certas obscurescências 
são permitidas apenas à noite
porque durante o dia
seriam necrófilas
demasiadamente insuportáveis
feito um aperto de mão dedicado ao fogo
de dia certas regalias 
são muros construídos entre todos
enquanto que á noite são sortilégios
encantadores,chamuscam a razão e esquecemos
do bom senso de horas atrás 
para buscar loucuras logo em seguida
horas depois. 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Um oceano em erupção

diga que sou tua ainda que sem utilizar fonemas ou prefixos
porque afinal mas vale uma mentira balbuciada ao pé do ouvido
do que uma verdade jogada pela janela
apedreje o bom senso
pelo menos uma vez
apenas porque estou pedindo
sei que sou insuportável
mas o que posso fazer
se possuo um oceano em erupção em meu peito?
além de todas as nuvens presas a meu sorriso
é certo também que tu concentra 
os ventos elísios em teu fumegante olhar 
e não pense que permanecer com os pés cravados no céu
é singela realização
inexequível é a vontade de permanecer na monotonia
de estar sem sem ti

Perfeitamente imperfeito

não é possível que tu não tenhas visto
tudo aquilo rabiscado em meus corpo
translucidamente transbordado em tuas mãos
como será provável que prossigamos nessa
inaparente jornada
sem nem sequer 
apresentar-nos?
nosso encontro é feito chocolate derretido na boca
e o desencontro é uma perdição tal torta de maçã
quentinha derretendo o paladar
insano em busca de verdades obtusas
é como se tudo fosse feito de anchovas
perfeitamente imperfeito
feito o fato
feio