bem vindo

oi bem vindo ao meu blog nele expresso pensamentos,sentimentos,meus versos buscam apenas encontrar aquela emoção escondidinha lá no fundo do peito guardadinha sem saber o que fazer na maior parte do tempo.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Obscuro dia

Todos os livros estão abertos.
As facas já foram lançadas.
Num beijo mortal
Aniquilam as páginas,
Sonhos,
Lembranças,
Reclamações...
Tudo a sangrar nesta triste guerra.
As nuvens choram
O chão está seco.
Já não adianta correr,
Não há estrada,
Fugir é uma hipocrisia
Morrer seria uma benção.
Agora é irremediável,
Sem volta.
Como dizer que tudo se foi?
Como suportar as feridas nos olhos?
Como gritar se as lágrimas foram cortadas?
É difícil pensar nesse obscuro dia:
Tentaram acabar com as idéias,
Sem alterar a realidade.
Podem destruir
Armas,
Vidros,
Casas...
Mas os sonhos,
Lares e vozes.
Não irão embora
Enquanto existirem
Aqueles que acreditam
Mais no amor pela vida
Do que no ódio péla morte.

sábado, 15 de janeiro de 2011

PALAVRAS AO VENTO

Poderia dizer-te que
Esqueci de deixar migalhas de pão durante a caminhada.
Poderia dizer-te que o amanhecer não chegará.
Poderia dizer-te que
Não me importa o peso do mundo sob meu coração.
Poderia dizer-te que
Somos amigos e isso basta.
Poderia dizer-te que
Ainda está no bolso o poema dedicado a ti.
Poderia dizer-te que
Guardo em meu olhar as estrelas do céu quando te vejo.
Poderia dizer-te que
O riso canta melodia do teu nome.
Poderia dizer-te que
Tua existência minha vida
Já não posso apagá-lo de mim.
Poderia dizer-te que
Simplesmente
Te amo.
Mas ambos sabemos que essa não seria eu.
Gosto de divertir-me pintando o céu com confetes
Bordando as ondas do mar
Escrevo poemas que voam ao vento
Beijão suavemente tua face.
Apenas para dizer-te
Estou aqui contigo
Meu querido,
Irreverente,
Amor.

Bete Lopes 18/07/2010

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

ELE NÃO SABIA?

AS SANGUESSUGAS BATERAM EM SUA PORTA
ELE PRONTAMENTE RECEBEU-AS COM OS BRAÇOS ABERTOS.
OS ''MENSSALEIROS'' ALMOÇAVAM AOS DOMINGOS EM SUA CASA.
E ELE NÃO SABIA POR QUÊ
TODOS OS SEUS PROJETOS DURAMENTE CRITICADOS
PELA LADROAGEM DE POLÍTICOS CORRUPTOS
AGORA, SIM LOGO AGORA!
TORNARAM-SE A ÚNICA ALTERNATIVA
PARA O BRASIL CRESCER.
DÁ PRA ACREDITAR?
SIM ESTAVAM CORRETOS
O BRASIL NÃO PÁRA DE CRECER.
OS ROUBOS, DESVIOS DE VERBAS PÚBLICAS,
AS MORTES DA POPULAÇÃO POBRE,
POR NÃO TER O QUE COMER,
POR NÃO TER ALTERNATIVA,
POR NÃO TER SAÍDA,
A DECEPÇÃO SÓ AUMENTA.
OS RICOS NÃO PÁRAM DE VER SUAS CONTAS CRESCEREM.
E AS NOSSAS?SEM COMENTÁRIOS
OS BANCOS TÊM LUCROS CADA VEZ MAIORES.
O DESENPREGO NÃO PARÁ ABRAÇAR ATÉ SUFOCAR NOSSA DIGNIDADE.
E A CARA- DE -PAU PARECE SER À MODA DO MOMETO
PELO MENOS FOI O QUE APARECEU NO JORNAL DO ALMOÇO.
JÁ NÃO BASTAVAM CUECAS RECHEADAS DE DÓLARES TEMOS VACAS QUE AO INVÉS DE PASTO SE ALIMENTAM COM NOTAS DE 100.
COMO SERÁ MESMO O GOSTO DA CARNE?
NUNCA SABEREMOS, POIS ESSE FILÉ SÓ É SERVIDO
NAS REUNIÕES DE VOTO SECRETO E PARA OS AMIGOS SELETOS DO NOSSO CULPADÍSSIMO, É CLARO,
PRESIDENTE DO SENADO.
E AGORA LULA INSISTE EM BEIJAR OS PÉS
DE TODOS OS BANDIDOS
E TENTAR CONVENCER O POVO
A ABSOLVER TODOS QUE ENGANAM, MENTEM E ROUBAM
OU SEJA, FAZEM PARTE DOS POLÍTICOS DE CONFIANÇA
DO CHEFE DA QUADRILHA.
DIANTE DESSES FATOS
NÃO PODEMOS FICAR CALADOS.
POIS JÁ BASTA DA DOR DO SILÊNCIO
QUEREMOS A SATISFAÇÃO DE EXPRESSAR NOSSOS SENTIMENTOS
TODOS QUE NÃO ACEITAM
QUE A ÚNICA ALTERNATIVA SEJA TIRAR DA BOCA DO POVO
PARA DAR ÀS GORDAS BARRIGAS DOS BANQUEIROS
JUNTEM-SE A NÓS, VENHA CONSTRUIR UMA NOVA FERRAMENTA DE ORGANIZAÇÃO PARA LUTARMOS POR UMA SOCIEDADE
ONDE O POVO PENSE, DECIDA E FAÇA POLÍTICA.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

SURREAIS LÁBIOS

Gosto de banhar-me na sombra de teus olhos
Sinto-me renovada, refrescada, renascida.
Percorro esse azulado caminho
Busco perguntas sem sentido,
Frases sem argumentos ou palavras,
Canção aplaudida por teu cálido sorriso.
Encontro na solidão a flor da saudade
Que desabrocha em minhas mãos confusas.
Não entendo os versos surdos,
Que jogaste no silêncio rouco
Das recordações perdidas.
Parece que um pedacinho do céu,
Ou melhor, dois,
Foram, habilmente, esculpidos na luz dos teus olhos.
E neles mora a plenitude da alegria
Acariciada pelo gentil despertar de um novo dia.
Quando escuto tua voz, sinto
Essa melodia trepidar meu corpo inteiro
Tatuagem eterna, bordada em meu coração.
Borboleta travessa cuja volúpia encanta meu dia.
Nossa!
perdi as contas ao tentar acompanhar
o vôo das batidas em meu peito ofegante.
Pois se te vejo bebo o arco-íris em teus braços
Respiro as estrelas do céu escondidas nas ondas do mar,
Vivo um amor delicado como a rocha,
Previsível como o vulcão,
Encantador como o vento que despenteia meus pensamentos,
Racional e insano, embora insaciável, peculiar e guloso
Procurei nas pétalas da vida
E achei em teus surreais lábios.

Bete Lopes 10/12/2010

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

SEGURAR O SOL COM AS MÃOS

AO FECHAR OS OLHOS
NÃO SÃO LÁGRIMAS QUE ESCORREM
MAS SIM,SANGUE.
IMPURO,IMUNDO,IMPROVÁVEL.
ESTE SANGUE SEGUE COM SEU SEMBLANTE
AVASSALADOR ESCORRE ENTRE OS DEDOS
E ACABA NO ESGOTO COMO SE FOSSE LIXO.
A RESPIRAÇÃO OFEGANTE IMPEDE-O DE CORRER.
ELE AGUARDAVA SILENCIOSAMENTE A PROXIMA VÍTIMA
PARA SUGAR SEU PODER DE MUDAR.
FOGE DE SEUS MEDOS E GRITA COM TODOS.
NAS RUAS NUVENS PESAM SOBRE OS OMBROS.
A CHUVA SECA E EMPURRA A REDE
QUE NÃO ANDA MAIS RASTEJA.
TUDO PARADO NUM SILÊNCIO MORTAL:
A MORTE DOMINA OS SONHOS DOENTES.
NINGUÉM GRITA,CHORA OU RECLAMA.
JÁ NÃO VIVEM MAIS OU EXISTEM.
AGORA SIMPLESMENTE SEUS CORAÇÕES ESTÃO MUDOS.
SEUS OLHOS PÁLIDOS,SORRISOS TRISTES
SUAS ALMAS VAZIAS COMO OS SEUS BOLSOS.
ELAS FORAM DURAMNETE FORMADAS NO TRABALHO ALIENADO.
ONDE QUEM COME NÃO PLANTA
E QUEM COLHE MORRE DE FOME.
OS CHICOTES NO FIM DO MÊS
BENEFICIAM OS MAIS DÓCIEIS CÃES.
E NESSA CORRIDA UMA MÃO CONSEGUE SEGURAR A CORDA DA FORCA.
ENQUANTO UM GRITA COM A CORDA NO PESCOÇO E NADA ACONTECE.
UMA MULTIDÃO IMPEDE QUE MAIS UMA COLHEITA SEJA DESPERDIÇADA
PARA ALIMENTAR OS ABUTRES.
PORQUE NÃO SE PODE TAPAR O SOL COM UM DEDO
MAS PODE-SE SEGURÁ-LO COM MÃO CALEJADAS.
E COLOCÁ-LO NA FORNALHA QUE IMPULCIONA OS VAGÕES
DE UM TREM QUE ANTES NÃO TINHA RUMO.

domingo, 8 de agosto de 2010

O que somos?

Às vezes somos a rocha que aguarda, pacientemente
O mar transformar suas formas
Com seus ardentes beijos.
Às vezes somos o mar
Que seduz e envolve a tímida rocha.
Às vezes somos a areia, lembrança perdida
De um amor irreal
Que se tornou realidade.
Às vezes somos o esquecimento de uma saudade
Que não passa,sufoca,permanece vivo
Apesar de tudo.
Às vezes somos o irrevogável arrependimento
Por não ter cuidado do grão de areia
E por isso foi levado para longe pela ilusão.
Às vezes somos o encantamento que arrebata e queima
Nossa carne num sensual olhar
Pelo simples divertimento de fazê-lo.
Às vezes somos o cristal partido, frágil
Que não conseguiu suportar a indiferença.
Às vezes somos o sol que arde num beijo,
Adormece num abraço e renasce num olhar.
Às vezes somos a chuva que afaga com carinho,
Separa sem piedade,
Banha com paixão e chora inconformada
Pela ausência do seu amor.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Céu da boca

Os prédios acenam gentilmente, nem sempre foi assim.
Cumprimentam cinicamente a cândida solitária estrela noturna..
Tudo parece fora de lugar.
O silêncio parece improvável.
Os soluços saltitantes encantam o luar, jamais encontrado.
Tua voz rouca aquece meu sorriso, num louco abraço.
Salpicado de lantejoulas, douradas, envergonhadas e tímidas.
Lembro do teu olhar,lendo minha respiração ofegante.
Em meu peito um navio pesado de plumas, cor de safira brilha.
E mergulha na imensidão dos meus pensamentos.
Sinto, falta da estrada que irei percorrer ao teu lado.
Desejo te ver com a intensidade
Do desabrochar do verão.
Beijo suavemente a saudade.
Os passos ouvidos
Destroem a montanha esquecida.
A brisa, como sempre brincalhona, faz cócegas
Ao contar alguns segredos.
Costuro as palavras na palma da mão.
Descubro na eternidade
De uma conversa no portão
A falta que fazes
Para que assim
Eu possa pintar o arco-íris
No céu da minha boca.