bem vindo

oi bem vindo ao meu blog nele expresso pensamentos,sentimentos,meus versos buscam apenas encontrar aquela emoção escondidinha lá no fundo do peito guardadinha sem saber o que fazer na maior parte do tempo.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

simplesmente amar

o que dizer quando as palavras são impronunciáveis
e o horizonte apenas sorri descaradamente a cada segundo
aceitar o absurdo como cotidiano é árduo
mas o que fazer quando o surreal faz parte da realidade?
esse amor irreal que é racional demais para estar em contos de fada
embora fantástico em demasia para ser considerado um conto de fato
seja como for essa correnteza amalucada que arrasta sem questionar
vira do avessa até mesmo o mais tímido e perene pensamento
paralisa inclusive o sorriso mais vulcanesco do mundo
é simplesmente maravilhoso sem moderação
ateia gelo na paralisia diária
além de todos s limites transgredidos
ele sempre supera suas marcas
nessa corrida pela felicidade
ele permite mancos,descrentes,sonhadores
e principalmente os invasores
que não pedem permissão
para atirar todas as possibilidade nesse precipício aromático
amar,apenas amar sejam maças,peras,uvas ou todas juntas
simplesmente amar

terça-feira, 5 de maio de 2015

todas as pétalas do amanhecer

eu olho pro infinito e a unica coisa que vejo
são projeções da imaterialidade de anoitecer
como se fosse nada a flor em teus cabelos
é quase doloroso admitir esses subterfúgios
não pense por -favor- seja
admitir é hipocrisia redundante
teu sorriso ilumina o asfalto dos minha imaginação
feito aurora que beija
suavemente
todas as pétalas do amanhecer
fique um pouco mais
parece que estamos indo sem jamais partir
a noite fica e nós vamos
para onde?
não importa

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Os lírios incongruentes

as folhas dedilham-suavemente-meus inapropriados pensamentos
mas afinal qual são os lírios incongruentes
que não deveriam correr por este cérebro travesso?
seria eu capaz de borbulhar verdades enfadonhas apenas por protocolo?
despretensiosamente quero mergulhar
em todas as vertentes que se afogam por estar nessas linhas
quem sou eu para arrematar tantas primorosas ideias?
sem barreiras elas jogam-se umas contra as outras,algumas até concordam entre si
dispostas em fileiras geometricamentes irregulares
com sorrisos no bolso,um punhado pormenores no olhar
e uma vontade louca de sair nesse belo dia,com chuvas silábicas
salpicadas por todos os poros
escorrendo,imperturbáveis,pelo tela do computador

domingo, 5 de abril de 2015

Como viver anfibologicamente entre dois amores?

nunca eu disse sempre como mantra desde o início desse finalístico momento intermediário
escolher -muitas- vezes não é o mais árduo
no entanto admitir ao mundo que jamais será como antes é pavoroso
explicações ineficazes perduram apenas por um olhar
mas essa conexão é perene em meus pensamentos
o que fazer se o amigo tornou-se paixão
e agora a dubialidade se apossou desse amor
e aquele encantamento permanece tão forte quanto antes
como prosseguir ao encontro de um sorriso que não o teu?
mas a forma com os olhos dele se apoderam de mim
traz uma chuva de confusos sentimentos
é amor demais pra pouco coração
escolher entre o pôr-do-sol e um céu estrelado
NÃO POSSO
entenda esse meu irresoluto coração
titubeia entre o amor que foi prosperando aos bocadinhos
sem avisar,mansamente encampou meus pensamentos
ou o amor devastador que em dias cooptou meus suspiros
e num abalo sísmico mudou tudo extremadamente
como viver anfibologicamente entre dois amores?
como não fazê-lo?
seguir ou permanecer?
um olhar ou um sorriso o que me faz mais feliz?
é um mar que perdura em meu mero açude instalado em meu coração
como comportar tanta denguice numa só vida?
eu amo não nego escolho quando puder

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A criança e os pombos

o que vejo no chão?são migalhas de pão?
é uma criança disputando com os pombos seu café-da-manhã?
é a degradação de uma sociedade?
é normal?
não há o que fazer?
sempre foi assim?
isso tem que continuar?
é só olhar pro lado?
basta calar a boca?
viver sem estar vivo?
qual é o preço da dignidade?
ontem mesmo comprei a liberdade porque não adquirir a dos outros?
o silencio chora alguém ouve?nada houve?
quem deixou essa criança roubar o lanche das pombas?
necorsaram os olhos?
poderia ser qualquer um?
conseguirias um copo d'água para engolir a realidade?
quem sabe voltamos a dormir?
o impossível pode ser expectável?
e se pararmos de jogar migalhas tudo se resolve?
o futuro é misantrópico?
alguém pode apagar  a luz?
fui?





Amor desembainhado

sigo tricotanto lembranças para te esquecer
visto que a tua ausência é demasiada perspicaz
bordo um sol em meu sorriso apenas para aprazer-me
costuro esperanças em meu olhar
na busca inútil de afastar-me
recorto em mil pedaços meu coração
na improfícua tentativa de que se perca
algumas das partes que te pertencem
colo versos para desfitar-me de ti
remendo pensamentos abarrotados de esquecimentos
evocados impreterivelmente a todo instante
descoser já não possível
pois esse amor foi desembainhado


Sortilégios

olho a janela com seus olhos petrificados
mirando-me de volta
petulante jogo um sorriso abrasivo em seus braços
certas obscurescências 
são permitidas apenas à noite
porque durante o dia
seriam necrófilas
demasiadamente insuportáveis
feito um aperto de mão dedicado ao fogo
de dia certas regalias 
são muros construídos entre todos
enquanto que á noite são sortilégios
encantadores,chamuscam a razão e esquecemos
do bom senso de horas atrás 
para buscar loucuras logo em seguida
horas depois.