bem vindo

oi bem vindo ao meu blog nele expresso pensamentos,sentimentos,meus versos buscam apenas encontrar aquela emoção escondidinha lá no fundo do peito guardadinha sem saber o que fazer na maior parte do tempo.

sábado, 5 de julho de 2014

Paginas perpétuas


Não me tire o tiro certeiro da incerteza
Nem sei andar nesses passos surtados
De salto alto roubado
Saído de um soluço cambaleante
Errado instante tardio
Chegou tarde
Na estante sem prateleiras
Pesadelo desbaratinado
Incontido degelo entre dedos decepados
Separar é impossível
Juntar é inalcançável
Perdurar essa dor
É crueldade
Desgostoso paladar mortificado
Pela indiferença
Dos vermes ao perseguir seus sonhos
Não me tire essas pétalas atiradas ao chão
Senão descoloridas ficam minhas paginas
Perpétuas 
Aprisionadas num desatino, opaco, hemolisado

sexta-feira, 4 de julho de 2014

um pouco de absurdo

Alguma coisa me diz que tudo está sendo construído
De uma forma tão pitagórica
Que às vezes corrompe minha destreza
E outras a deixa ainda mais formosa
Desatino escultural
Pertencente a outros mundos
Nessa hipócrita adesão
Dos universos paralelos
Numa só mente
Apenas transferindo uma beleza ruidosa
Que desfere charme
Em todas as direções
Em todos os instintos
Em tudo onde há um pouco de absurdo


Atributos decorativos

Onde está aquela antiga bagunça desarrumada
Que perpetua a todo instante
A zombaria de um guarda-roupas vazio?
Que fala sem ser solicitado
Cala quando requisitado
Sente quando o abismo o afunda
Para a terra sem propósito algum
Será muita coisa reunida
Num buquê de mosca – morta
Embrulhado em alumínio usado
Enferrujado, ousado
Então é o que tem
E nada mais
Assim as flores descansam
Em agonia constante
Sem prejuízo
Aos seus atributos decorativos

Som sem aroma

Estou cansada
De ficar engasgada com lamuriosas divagações
Este lugar sem retorno
Som sem aroma
Caminho sem pasto
Paz sem voz
Já não suporto mais
Nem menos
Pra ser sincera
O que eu quero
É um pouco da desajustada comodidade
De uma farta mordida num merengue de nuvens
Coberto com a alegria da hortelã
E um punhado da inusitada tranquilidade

quarta-feira, 2 de julho de 2014

lugar impróprio para consumo

Essa agonia sufocante
Perdura temporariamente
Nesse pendulo acorrentado a mim
Estridente ranger de dentes
Que descola meu sorriso desse lugar
Impróprio para consumo
Estou sem nada
A oferecer
A perder
A roubar


aturdido banquete

Sintam o esverdeado sapateado
Que perturba suas ocas cabeças
Desenrola suas vísceras
Arranca seus olhos
E os serve num aturdido banquete
Inócuo
Não pensem que serão convidados para não estar na mesa
Certamente não sentarão nas cadeiras feitas de pó de esquecimento
cuidado!
Caso contrario podem deixar de recordar quem é o jantar
Não é pura maldade
É apenas um negocio lucrativo
Assistam suas vidas adquirem algum valor
Ao menos para um faminto estomago
Escorregadio, sombrio, profundo
Não adianta reclamar
corte,faça ou morra.

Olhares enviesados

Quanta coisa se pode aprender com uma folha ao vento
Sabe quando ela dança laboriosamente
Seduzindo os transeuntes
Saboreando olhares enviesados
Acariciando com rispidez todos os ausentes
Numa melodiosa harmonia
Presente na ausência
Perdida em algum dia qualquer
E hoje retomada com força
Gravidade e perspicácia
Quem sabe o que se pode aprender?