bem vindo

oi bem vindo ao meu blog nele expresso pensamentos,sentimentos,meus versos buscam apenas encontrar aquela emoção escondidinha lá no fundo do peito guardadinha sem saber o que fazer na maior parte do tempo.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Felicidade escondida na construção de uma amanhã diferente

Encontro a felicidade escondida numa caixa de surpresas
Encontro a felicidade escondida na ternura do abraço amigo
Encontro a felicidade escondida nas nuvens que fazem companhia
Encontro a felicidade escondida naquele livro da estante
Encontro a felicidade escondida num sorriso incandescente
Encontro a felicidade escondida naquele beijo ardente
Encontro a felicidade escondida na voz do reencontro
Encontro a felicidade escondida na chuva que alivia a solidão
Encontro a felicidade escondida quando vejo o pôr-do-sol num olhar
Encontro a felicidade escondida se percebo a loucura do mundo
Encontro a felicidade escondida em poemas dançantes
Encontro a felicidade escondida na construção de uma amanhã diferente
Encontro a felicidade escondida no aperto de mãos entres dois corações
Encontro a felicidade escondida quando meus pés beijam o mar
Encontro a felicidade escondida quando estou no céu catando estrelas
Encontro a felicidade escondida nos troncos das árvores acariciados pelo vento
Encontro a felicidade escondida no pássaro
que conta sua história na melodia da vida
Encontro a felicidade escondida no suficiente que basta
Encontro a felicidade escondida na esperança da paz após superar o obstáculo
Encontro a felicidade escondida na criança que brinca com a sorte
E aposta nas pessoas, acreditando que o vapor da inteligência 
umedeça as plantações de sonhos
para colher as realizações nas folhagens humanas. 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Desejo saborear com as pontas dos pés a sensação de ser livre

Desejo saborear o enigmático aroma das nuvens
desejo saborear o gosto picante da mordida do vento
desejo saborear a comida dos anjos seja ela qual for
desejo saborear aos bocadinhos as pegadas deixadas na areia da praia
desejo saborear cada encontro perdido
desejo saborear o encanto do primeiro beijo em todo o corpo
desejo saborear as cócegas da derrota
desejo saborear desencanto da felicidade
desejo saborear com o sorriso todas as estrelas do céu
desejo saborear a confusão do engano
desejo saborear suspiro da partida
desejo saborear a essência em cada abraço
desejo saborear a ilusão da realidade
desejo saborear com os olhos todo o charme do sol
desejo saborear as carícias das ondas do mar
desejo saborear o esquecimento de uma noite de chuva
desejo saborear com as pontas dos pés a sensação de ser livre
desejo saborear o gosto ardente do anseio que almeja e é feliz
apenas buscando degustar o perfume encorpado
desses frágeis embora inesquecíveis cálices
guardados entre dentes para não serem roubados pelos dias nublados



quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O ruído dos ausentes

Pequenas escoltas desgrudadas num sorriso enferrujado
Porções hipócritas de razão sem sentido.
Tudo isso com qual finalidade?
Perguntar com esforço não muda a cor do céu.
Motivo de discórdia arredia não consegue apagar o preconceito.
Desmemoriado, insanamente lúcido, com aromas desbotados.
Certas verdades desviadas não percebem
o quanto são vaidosas mesmo em tempo de crise.
Por que fui compartilhada entre as ondas do mar?
Era para ser apenas uma brincadeira, com prejuízo somente para a sorte.
No entanto o irônico desdém anotou calúnias seriamente perturbadoras.
Apesar da tentativa de arrombar a desilusão
a fim de que a saudade ficasse calma, 
não conseguimos calar a luxuosa opinião do vento.
As pegadas aromáticas deixadas sob minha pele 
tratam em minha mente o encantamento de outrora.
Antes querer do que pensar, antes entender que sentir
 antes mergulhar o coração que esquecê-lo.
Será o sol essa sombra em minhas pálpebras?
O silêncio responde nada o escuta ninguém o vê, eu não estou lá,
 eles aqui não estão,
 a teia partiu,
o ruído ficou a sós com todos os ausentes. 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Versos bêbados

Sentar numa cadeira com os olhos pode ser às vezes irresistível, estranho,
E porque não, divertido?
Escuto músicas adormecidas para relembrar de um tempo que não faz falta.
É como um embrulho de um presente perdido.
Algumas fotografias borram meu sorriso com suas impertinências.
Nem todas as linhas do teu cabelo são estrelas caídas.
Quando buscamos entortar os versos bêbados controlados
Por um adolescente indo à escola.
Compreendemos a magnitude do esplendoroso brilho de novo dia
Para engrenar a espada do tempo.
Porque em certos minutos esquecemos a quão afiada é a angústia
 De não ter feito o que se almejava, e a ponta dessa espada vai entrando lentamente,
 Pelo menos quase sempre é assim, ela corta a respiração, enforca a calma,
Adormece a criatividade e mata pouco a pouco a intensidade de viver com sonhos saboreados pelo corpo após uma tarde chuvosa na Redenção. 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Tarde chuvosamente seca

vou tentar colorir mais uma vez o incolorível deslumbramento solar
de uma tarde chuvosamente seca
inescrupulosamente encharcada
de palavrões
de palavrinhas
de pegadas
e pegadinhas
é complexo tom
que não se toca
não se pensa
e ainda se deseja veemente



terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Ratos engravatados

Mentir é fácil
Quando se amordaça os olhos dos outros
Ainda sim há aqueles que seguem ouvindo
 Com suas inquietas bocas
E bandeiras resistentes
Porque prosseguem com a farsa?
Se não cansam de roubar
Nós já estamos fartos dessa reprise
E daremos um fim
Digno, a essa indignidade
Não estamos de brincadeira
Não se trata de, apenas, algumas moedas
E sim de escorraçar esses ratos engravatados
Para o pútrido esgoto, inesgotável
 Caso não esteja claro
Queremos o que é nosso
Nossa terra, ar, água
Nossas crianças alimentadas com o pão do futuro
Nossa saúde livre desse lixo
que nos enfiam goela a baixo
Todos os dias e noites
Queremos que as florestas deixem de ser cinza
E voltem a ser verdes
Mentir agora
Não é mais tão fácil
É preciso mais que sinapses
Mais que uma TV
Mais que governo
É preciso mais
Muitos mais
Pois queremos o que nos foi tirado
E não mais um pedido de desculpas
Um tapa na cara
Ou uma bolsa-vota-em-mim
Para sossegar esse fogo 
que incendiou nossa acomodação
Estamos chegando
E queremos mais
Sempre mais

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Puxa - puxa derretido

É ensurdecedor buscar bolinhas de algodão-doce 
presas ao cabelo após um cafuné
Foi tão lindo 
conceber uma flor à partir de um grão de milho trazido pela chuva
Nem as rodas presas àquela remanescente vontade
De compartilhar uma fatia de bolo chocolate
Ou tão pouco a singela pipoca 
que passeia alegremente por meus pensamentos
Dizem que meias velhas encantam 
o pecado por onde passam
São boates retorcidas de tal forma 
que a verdade parece um puxa-puxa derretido
É fácil lembrar o tempo quando se está dormindo.
Despertar em cima de uma árvore petrificada
Pelo desespero de um olhar opaco 
nem sempre é a melhor escolha
Alguns momentos simplesmente 
não conseguem ser apenas sentidos
Vivenciados ou até mesmo recordados
Eles invadem nossa pele tatuam percepções inenarráveis
Amores estrelados, livros de porcelana
E mudam nossa antiquada estante de isopor
Por uma escadaria de nuvens  
Porque às vezes o arco-íris em nossas veias recobra 
a consciência de como é importante 
costurar com os lábios embriagados um pôr-do-sol enluarado