bem vindo

oi bem vindo ao meu blog nele expresso pensamentos,sentimentos,meus versos buscam apenas encontrar aquela emoção escondidinha lá no fundo do peito guardadinha sem saber o que fazer na maior parte do tempo.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O arco-íris do teu olhar



Uma corrente de pétalas de rosas saboreia minha calma
e envolvem meu corpo num sutil abraço,
toda vez que te vejo.
uma borboleta sorridente pousa suavemente sobre minha face,
 toda vez que te encontro.
minha pele transforma-se em um cabo de alta-tensão,
 toda vez que te toco.
a porta do silencio se abre e o eco das batidas do meu coração
 e o único som ambiente,
toda vez que te aquece.
uma coruja sonhadora leva para as nuvens minhas expectativas,
toda vez que escuto tua voz.
a insegurança amarga sopa fria sobre a mesa,
toda vez que estas longe.
o encantamento mágico de descobrir o arco-íris nos olhos,
toda vez que me observas.
meu sangue torna-se apenas acordes tocados por doces palavras,
toda vez que tu cantas.
a certeza e um livro empoeirado, esquecido na estante,
toda vez que não sabes como agir.
a satisfação prazerosa de adormecer respirando teu sorriso sob minhas mãos,
toda vez que sigo te adorando em cada sorriso do sol, cada beijo da lua, cada suspiro da terra, 
cada amor do universo.
 

 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

haverá um amor tão meu?


tão sem mim?
tão sem noção?
sem alma,sem corpo
verdadeiramente mentiroso?
haverá tempo para a lamentação?
e se o tudo foi em vão?
mas teu olhar arranca o silêncio de minha paz
haverá outras formas de vidas?
e mortes?
ainda há perdão?
será possível tanta angustia dar tanto prazer?
tão sem volta?
palavras cercadas?
olhares soltos?
tão frio?
tão ardentemente?
tão trancafiado na liberdade que cabe em mim?
tão sem ti?
tão sem nada?
tão amorosamente indiscutível?
haverá desconfiança
tão sublime?
tão charmosa?
esse encontro desarticulado
tende ao infinito que escorre por nossos corpos
num ritmo cambaleante e intrépido
tão sem perceber?
tão sem nós?
e ainda nosso,apenas


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Mar de desejo


Coração batendo igual ao beija-flor.
Respiração simplesmente foge para outra dimensão.
Sorrir é simples, espontâneo com bocejar.
Olhos cuspindo fogos delirantes.
O encontro desses corpos perdidos é irresistível.
Tentadora - gulosa - provocação entre lábios.
Atrativa pele que arde pelo toque tão esperado.
A fusão de duas correntes sanguíneas durante um crepitante almoço.
Línguas revoltas num mar de desejo.
Caricias rápidas e delicadas gerando uma sinfonia perfeita.
Êxtase quebrada pelo silencio da satisfação
prazer incontável de observar o sol nascer, de um longo, enigmático, beijo
beijo insaciável, transtornado e maroto.
Olhos para o teto onde ha um arco-íris de encanto.
A cama ri através dos lençóis e comenta ao travesseiro que em nada acredita.
Tal relato, se contado em minúcias
 poderá ser considerado mera invenção de uma mente desocupada.
Porém as estrelas foram tatuadas nesses corpos no instante em que se uniram para viajar pelo universo, despido de pudor, arrogância, ou duvidas.

Vestidos com o manto da loucura incansável, sublime, estratofísica, cúbica e feliz.

domingo, 6 de outubro de 2013

Uma insanidade louca

Adoraria dizer que meu coração é como um picolé de chocolate,
mas acho que está mais para um grão de areia num poema.
É verdade que nem tudo é lindo como o jeito meigo que tu me olhas.
De fato certas flores podem brotar no meu sorriso
e mesmo assim o sol canta ao meu ouvido canções italianas
aquelas alegres que lembram um domingo
sossegado, encorpado e preguiçoso.
A lava do vulcão secou meu coração embora
ele ainda invista em urinar como um lobo.
Não sei de onde vem esse aperto no coração.
Talvez sejam bolachas mofadas ou apenas o vento.
Quem sabe um novo amor relutante,
 não consigo admitir que o fim acabe logo no início.
e mesmo contra a minha vontade pretendo ler os teus olhos nos meus.
E não sou capaz de dizer em verso o que foi escrito com a felicidade das estrelas.
Ainda sim amo sem querer, sem entender seus rodeios ou vírgulas amo sem perder com a espontaneidade simples das formigas e o deslumbramento de um elefante, amo,pronto falei,é uma insanidade, mas que seja uma ótima loucura

sábado, 5 de outubro de 2013

Versos esquartejados

Que faria almejar ao menos tentar alcançar, arranhar, levemente,
 a parede lírica que separa a prosa da poesia.
Esquartejar os versos e mastigá-los no café-da-manhã!
Sorrir para os medrosos valentes acordados
sonetos roncos que perdem seus cabelos com o vento.
Amar a luxuriosa roupa da inspiração!
Gostaria eu de comprar a sorte leprosa
de um tsunami online de contos de horror!
Transtornar muito boa a sensação do arco-íris adormecido!
A invenção dá trotes obscuros para roubar a inquietude!
Zombaria das estrelas que mostram suas línguas suadas!
Macarronada assassina que comeu meu pé!
Nem gritos posso para convidar a menina que não vem!
Quem sabe o amor seja apenas uma esponja licorosa que bebe a felicidade que goteja, ardentemente dos lábios enlouquecidos?
Ou apenas o som das nuvens ao dançar no tímido olhar da flor que desabrocha. 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

esse é o link pro meu livro "chuva de aplausos" livro de poesia espero que gostem!!!

http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/5341112

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

contentamento desconcertante

basta apenas observar a tela da vida para entender
tudo o que sabemos pode ser guardado num grão de arroz
e ainda sim julgamos,guilhotinamos,atordoamos sem pestanejar
fique em silêncio alguns instantes
e perceberá as mensagens obscuras que o universo está gritando aos nossos ouvidos
cegos não compreendemos
pode até parecer fácil pintar um sorriso
no entanto é complexo como erguer um muro com os olhos
na solidão tudo parece tediosamente encantador
inclusive a rispidez de um passado que não passa
se alguém souber como esconder lembranças que borram minha respiração
façam o favor de apagar a luz crepitando em meus pensamentos
uma fenda surge de repente em meus lábios
seria um resquício de uma insana alegria?
nada faz sentindo de uma forma maravilhosa
me provoca essa sensação de desespero
um contentamento desconcertante
que busco evitar agarrar com os olhos
certas perdições às vezes abocanhadas por um faminto coração
fugir hipocritamente?
ou ficar impunamente?
duvidas delirantes de uma diversa adversidade