bem vindo

oi bem vindo ao meu blog nele expresso pensamentos,sentimentos,meus versos buscam apenas encontrar aquela emoção escondidinha lá no fundo do peito guardadinha sem saber o que fazer na maior parte do tempo.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Mar de desejo


Coração batendo igual ao beija-flor.
Respiração simplesmente foge para outra dimensão.
Sorrir é simples, espontâneo com bocejar.
Olhos cuspindo fogos delirantes.
O encontro desses corpos perdidos é irresistível.
Tentadora - gulosa - provocação entre lábios.
Atrativa pele que arde pelo toque tão esperado.
A fusão de duas correntes sanguíneas durante um crepitante almoço.
Línguas revoltas num mar de desejo.
Caricias rápidas e delicadas gerando uma sinfonia perfeita.
Êxtase quebrada pelo silencio da satisfação
prazer incontável de observar o sol nascer, de um longo, enigmático, beijo
beijo insaciável, transtornado e maroto.
Olhos para o teto onde ha um arco-íris de encanto.
A cama ri através dos lençóis e comenta ao travesseiro que em nada acredita.
Tal relato, se contado em minúcias
 poderá ser considerado mera invenção de uma mente desocupada.
Porém as estrelas foram tatuadas nesses corpos no instante em que se uniram para viajar pelo universo, despido de pudor, arrogância, ou duvidas.

Vestidos com o manto da loucura incansável, sublime, estratofísica, cúbica e feliz.

domingo, 6 de outubro de 2013

Uma insanidade louca

Adoraria dizer que meu coração é como um picolé de chocolate,
mas acho que está mais para um grão de areia num poema.
É verdade que nem tudo é lindo como o jeito meigo que tu me olhas.
De fato certas flores podem brotar no meu sorriso
e mesmo assim o sol canta ao meu ouvido canções italianas
aquelas alegres que lembram um domingo
sossegado, encorpado e preguiçoso.
A lava do vulcão secou meu coração embora
ele ainda invista em urinar como um lobo.
Não sei de onde vem esse aperto no coração.
Talvez sejam bolachas mofadas ou apenas o vento.
Quem sabe um novo amor relutante,
 não consigo admitir que o fim acabe logo no início.
e mesmo contra a minha vontade pretendo ler os teus olhos nos meus.
E não sou capaz de dizer em verso o que foi escrito com a felicidade das estrelas.
Ainda sim amo sem querer, sem entender seus rodeios ou vírgulas amo sem perder com a espontaneidade simples das formigas e o deslumbramento de um elefante, amo,pronto falei,é uma insanidade, mas que seja uma ótima loucura

sábado, 5 de outubro de 2013

Versos esquartejados

Que faria almejar ao menos tentar alcançar, arranhar, levemente,
 a parede lírica que separa a prosa da poesia.
Esquartejar os versos e mastigá-los no café-da-manhã!
Sorrir para os medrosos valentes acordados
sonetos roncos que perdem seus cabelos com o vento.
Amar a luxuriosa roupa da inspiração!
Gostaria eu de comprar a sorte leprosa
de um tsunami online de contos de horror!
Transtornar muito boa a sensação do arco-íris adormecido!
A invenção dá trotes obscuros para roubar a inquietude!
Zombaria das estrelas que mostram suas línguas suadas!
Macarronada assassina que comeu meu pé!
Nem gritos posso para convidar a menina que não vem!
Quem sabe o amor seja apenas uma esponja licorosa que bebe a felicidade que goteja, ardentemente dos lábios enlouquecidos?
Ou apenas o som das nuvens ao dançar no tímido olhar da flor que desabrocha. 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

esse é o link pro meu livro "chuva de aplausos" livro de poesia espero que gostem!!!

http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/5341112

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

contentamento desconcertante

basta apenas observar a tela da vida para entender
tudo o que sabemos pode ser guardado num grão de arroz
e ainda sim julgamos,guilhotinamos,atordoamos sem pestanejar
fique em silêncio alguns instantes
e perceberá as mensagens obscuras que o universo está gritando aos nossos ouvidos
cegos não compreendemos
pode até parecer fácil pintar um sorriso
no entanto é complexo como erguer um muro com os olhos
na solidão tudo parece tediosamente encantador
inclusive a rispidez de um passado que não passa
se alguém souber como esconder lembranças que borram minha respiração
façam o favor de apagar a luz crepitando em meus pensamentos
uma fenda surge de repente em meus lábios
seria um resquício de uma insana alegria?
nada faz sentindo de uma forma maravilhosa
me provoca essa sensação de desespero
um contentamento desconcertante
que busco evitar agarrar com os olhos
certas perdições às vezes abocanhadas por um faminto coração
fugir hipocritamente?
ou ficar impunamente?
duvidas delirantes de uma diversa adversidade




domingo, 3 de março de 2013

ainda sim sigo...

gosto de pensar no delicioso aroma do teu cabelo
mesmo quando o céu está de boca torta
ainda sim sigo gostando de comer goiabada
gosto de gastar meu tempo investindo em ricos olhares
é tarde de mais para retornar ao tempo das andorinhas
ainda sim sigo gostando de admirar o vento
gosto de andar sozinha flutuando nas mãos impróprias da sorte
ainda sim sigo gostando de dormir na rede
gosto de recordar como era simples amar ou pelo menos parecia
ainda sim sigo gostando de nada à noite em perigosas poesias
gosto de deslumbrar grão de arroz pelo chão
ainda sim sigo gostando de encontrar palavras no lixo
sigo desejando àquele mesmo homem que ninguém vê
conhece ou sente
ainda sim sigo compondo canções para pêssegos verdes
gosto delirar ao toque do improvável
ainda sim sigo gostando de enfrentar as correntes que me prendem à dor
gosto do teu sorriso em meu corpo
inda sim sigo gostando dele
se dois olhares se completam e repudiam talvez eu precise de dois horizontes
para meu olhar inquieto
ainda sim sigo gostando de bordados em doces de domingo.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

porcelana partida

a chuva escorrega
deliciosamente
pelos prédios
suas pequenas mãos agarram-se no vidro
como se sua existência dependesse disso
para seguir sua incerta josrnada

o sono afaga minha saudade
mastiga sem vontade
lembranças de um amanhã
desenhado em teu corpo
cada palavra dita
cristalizada
no tempo,esbarra na janela da insegurança

algumas mais raivosas brigam entre si
disputam a atenção do ouvinte
as paredes formadas por castanhos,ternos,
olhos

a porcelana é ouvida,partida
pelos falsos sorrisos
obsrevam os eletrizantes
bocejos descendo as persianas
pode falar mais alto,ainda,posso sentir meus pensamentos
guardados na palma da tua mão
abrindo
lentamente
livro por livro
desnudo este teu olhar
que esconde o universo
mergulho em tua boca
desaguo em teu coração.