bem vindo

oi bem vindo ao meu blog nele expresso pensamentos,sentimentos,meus versos buscam apenas encontrar aquela emoção escondidinha lá no fundo do peito guardadinha sem saber o que fazer na maior parte do tempo.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

contentamento desconcertante

basta apenas observar a tela da vida para entender
tudo o que sabemos pode ser guardado num grão de arroz
e ainda sim julgamos,guilhotinamos,atordoamos sem pestanejar
fique em silêncio alguns instantes
e perceberá as mensagens obscuras que o universo está gritando aos nossos ouvidos
cegos não compreendemos
pode até parecer fácil pintar um sorriso
no entanto é complexo como erguer um muro com os olhos
na solidão tudo parece tediosamente encantador
inclusive a rispidez de um passado que não passa
se alguém souber como esconder lembranças que borram minha respiração
façam o favor de apagar a luz crepitando em meus pensamentos
uma fenda surge de repente em meus lábios
seria um resquício de uma insana alegria?
nada faz sentindo de uma forma maravilhosa
me provoca essa sensação de desespero
um contentamento desconcertante
que busco evitar agarrar com os olhos
certas perdições às vezes abocanhadas por um faminto coração
fugir hipocritamente?
ou ficar impunamente?
duvidas delirantes de uma diversa adversidade




domingo, 3 de março de 2013

ainda sim sigo...

gosto de pensar no delicioso aroma do teu cabelo
mesmo quando o céu está de boca torta
ainda sim sigo gostando de comer goiabada
gosto de gastar meu tempo investindo em ricos olhares
é tarde de mais para retornar ao tempo das andorinhas
ainda sim sigo gostando de admirar o vento
gosto de andar sozinha flutuando nas mãos impróprias da sorte
ainda sim sigo gostando de dormir na rede
gosto de recordar como era simples amar ou pelo menos parecia
ainda sim sigo gostando de nada à noite em perigosas poesias
gosto de deslumbrar grão de arroz pelo chão
ainda sim sigo gostando de encontrar palavras no lixo
sigo desejando àquele mesmo homem que ninguém vê
conhece ou sente
ainda sim sigo compondo canções para pêssegos verdes
gosto delirar ao toque do improvável
ainda sim sigo gostando de enfrentar as correntes que me prendem à dor
gosto do teu sorriso em meu corpo
inda sim sigo gostando dele
se dois olhares se completam e repudiam talvez eu precise de dois horizontes
para meu olhar inquieto
ainda sim sigo gostando de bordados em doces de domingo.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

porcelana partida

a chuva escorrega
deliciosamente
pelos prédios
suas pequenas mãos agarram-se no vidro
como se sua existência dependesse disso
para seguir sua incerta josrnada

o sono afaga minha saudade
mastiga sem vontade
lembranças de um amanhã
desenhado em teu corpo
cada palavra dita
cristalizada
no tempo,esbarra na janela da insegurança

algumas mais raivosas brigam entre si
disputam a atenção do ouvinte
as paredes formadas por castanhos,ternos,
olhos

a porcelana é ouvida,partida
pelos falsos sorrisos
obsrevam os eletrizantes
bocejos descendo as persianas
pode falar mais alto,ainda,posso sentir meus pensamentos
guardados na palma da tua mão
abrindo
lentamente
livro por livro
desnudo este teu olhar
que esconde o universo
mergulho em tua boca
desaguo em teu coração.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

caminhos distantes

tento me desvencilhar de teus calorosos braços.
fugir de teus sensíveis olhos
 afastar-me de teu enigmático sorriso
enganar-me acreditando que ja acabou
aceitar o que para meu coração é inconcebível
cada vez que somente penso.....na volta
percorrer caminhos que nos separam não sei fazer,não sou capaz
por que balbuciar se posso gritar?
quanto mais me revolto mais presa á ti dico
não sou capaz  de viver num mundo de mentiras
sim,eu sei que estou a ponto de recomeçar tudo
mas que posso fazer se as estradas que nos afastam são as mesmas que unem
não importa o quão diferentes possam ser nossos sonhos
se estou longe quero estar perto
então a única saída que me resta
é na verdade aquela que sempre foi desprezada
deixar-me ser levada por teus ´calidos olhos
para que nossos corações num beijo
consigam entrelaçar-nos nesse relutante mas sincero amor.

domingo, 27 de janeiro de 2013

brinquedos de arroz

de repente me pega distraída
com os briquedos da memória
é verdade sim
alguns já se encontram um pouco empoirados,
usados,quebrados ou pior:
perdidos
outros,no entanto, se encontram
formosos como uma groselha,fresca,recém colhida
ardidos como pimenta
e suaves como o aroma de uma rosa.
certos,privilegiados,tomam um lugar difenciado
antes uma pedra no sapato
depois poeira solta do sorriso de uma estrela
existem brinquedos com defeitos de fabricação
são pintados com arrogância,forjados sob a fôrma do engano
para trazer um irresistível desencanto no olhar
brinquedos de arroz salpicados de açúcar mascavo
são impressionantemente apaixonados
às vezes se escondem entre os dedos da saudade
mas busco com tal violenta intensidade
que gentilmente cedem e são estampados em meus olhar
poucos se aninham tão candidamente no coração
transformando o vidro num suspiro
um "ola"  num beijo
um abraço num entrelaçamento de dois seres
que  hoje são a aurora de novo amanhecer.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

mãos decepadas

pobre,fingida
saudade de todos aqueles que escondem-se na distância
para ficar onde estão
essa absurda distância que insiste em ignorar
os chamados do mundo,
porém segue seu voo absorto,
pelos lábios frios de um amante abandonado
esse idiota amante acredita na paz calada das mãos decepadas
essas inúteis mãos apenas conseguiu cantar estes injuriosos versos
que estraçalham as estrelas
apenas para tornar este poema um pouco,ao menos,verossímil.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

sorriso festeiro,sorriso calado

o sorriso festeiro mal nota os milhares carros ao seu redor.
questionando,duvidando,implorando
por uma foto apenas,
mas ele insiste em dizer "sem comentários".
calado por hora,segue embriagando por onde passa
conquistando estrelas,caramujos,peixes e ondas.
sorriso festeiro que contagia até mesmo o mais incrédulo e triste
com seu charme e roupa colorida
torna-se irresistível não segui-lo,
abraça-lo ou broda-lo em nossos inertes rostos,
afinal como resistir ao calor do aconchego de um sorriso não julga,
não condena,não vai embora
mas tao pouco fica conosco.